Quando o banco entra com execução contra a empresa, a primeira medida é impedir que a cobrança comprometa o funcionamento do negócio, o que pode ser feito por meio de defesa no processo, negociação das dívidas empresariais ou pedido de recuperação judicial, dependendo do estágio da dívida.
O banco entrou com execução contra a empresa, e agora?
Quando o banco toma medidas judiciais contra a empresa, o risco real não é apenas a dívida, mas a paralisação do negócio e tomada de bens.
O erro mais comum do empresário é acreditar que “depois eu resolvo”, mas na prática, quem não age rapidamente perde o controle da própria empresa.
No geral, a execução vira um risco mortal quando:
- Há bloqueio recorrente de contas
- Penhora de faturamento
- Ameaça de busca e apreensão
- Pressão de vários bancos ao mesmo tempo
No entanto, a execução bancária não é o fim do negócio.
Existem caminhos jurídicos para suspender, reduzir, negociar ou reorganizar a dívida — e o advogado bancário atua justamente para impedir que a cobrança destrua a atividade empresarial.
Caminhos jurídicos para impedir a execução bancária
Existem caminhos legais que podem ajudar empresas que enfrentam execução bancárias.
Renegociação de dívidas bancárias
Quando a negociação é conduzida por advogado, o banco perde a vantagem técnica e jurídica.
Isso permite ao advogado ajudar a empresa na redução de juros de débitos atrasados, alongar prazos de pagamentos e criar um acordo realmente viável para a empresa perante o banco.
Defesa na execução bancária da empresa
Mesmo após a execução ser ajuizada, é possível ainda apresentar defesas que suspendem penhoras de bens, bloqueios e leilões.
Muitas cobranças bancárias possuem vícios que anulam ou reduzem a dívida. Portanto, é de suma importância falar com um advogado do Direito Bancário.
Revisão de contratos bancários abusivos
Contratos empresariais costumam esconder juros capitalizados, tarifas ilegais e cláusulas desequilibradas.
Por isso, o empresário deve contar com a revisão judicial que pode diminuir drasticamente o valor cobrado pelo banco.
Pedido de liminar para suspender bloqueios e penhoras
O advogado também pode pedir ao juiz a suspensão imediata de bloqueios de conta, faturamento e bens.
Isso evita que a empresa seja asfixiada antes mesmo de poder se defender.
Recuperação judicial como proteção contra o banco
Quando a dívida se torna impagável, a recuperação judicial cria uma barreira legal contra execuções.
Nesse caso, o banco é obrigado a negociar dentro de um plano elaborado pelo advogado e aprovado pela Justiça.
Acordo judicial com instituições financeiras
Mesmo em processo, o banco pode ser obrigado a sentar para negociar.
Geralmente, a mediação judicial cria um ambiente mais equilibrado para fechamento de acordos mais interessantes para o empresário endividado.
Reestruturação de dívidas empresariais
O advogado também organiza todas as dívidas da empresa, além de prazos para criar um plano realista. Isso evita o colapso financeiro e permite que a empresa volte a ter previsibilidade.
Contestação de juros, multas e encargos ilegais
Grande parte das execuções bancárias inclui cobranças ilegais. Sendo assim, a contestação pode reduzir significativamente o valor executado ou até inviabilizar a cobrança.
O Advogado Bancário pode:
- Revisar e contestar juros em contratos abusivos
- Reduzir juros, multas e encargos
- Reestruturar prazos e parcelas
- Unificar várias dívidas em um acordo viável
- Contestar garantias irregulares
- Paralisar execuções bancárias
- Evitar bloqueios de contas e penhora de bens
Uma renegociação jurídica bem feita suspende a execução ou leva o banco a aceitar condições que ele jamais ofereceria diretamente ao empresário.
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