Banco Não Aceita Acordo

Banco Não Aceita Acordo: Saiba como obrigá-lo a aceitar!

Além disso, as novas regras do cartão de crédito impõem um teto de juros limitados a 100% do valor da dívida, permitindo a revisão inclusive de contratos antigos que não respeitam esse limite.

Saiba que os bancos não detém a palavra final, e quando o seu gerente não ajuda, a Justiça será seu aliado.

O que fazer quando o banco não aceita fazer acordo?

Normalmente, os bancos costumam ser rígidos e cansativos, oferecendo opções que apenas “empurram” a dívida com juros ainda maiores.

No entanto, quando o banco não aceita fazer um acordo, a saída é buscar a via jurídica para que o advogado especialista em direito bancário utilize ferramentas como a Notificação Extrajudicial e a Ação de Repactuação, onde o banco não pode simplesmente se negar a participar.

A presença do advogado obriga a instituição a negociar, seja por meio de um acordo extrajudicial ou sob a supervisão de um juiz, o que muda completamente a situação do cliente que está tentando quitar ou renegociar dívidas de empréstimo, cheque especial, financiamento ou cartão de crédito.

Como obrigar o banco a aceitar proposta de quitação?

Muitos acreditam que são “reféns” da vontade do gerente, mas o advogado oferece caminhos para forçar a aceitação de propostas de acordos, como:

  • Ação de Consignação em Pagamento: Se o banco recusa o valor justo, você pode depositar em juízo o que entende ser o correto conforme a lei;
  • Ação Revisional de Juros: Se o banco não aceita o acordo porque quer cobrar juros abusivos, o advogado pode intervir, recalcular a dívida com base na taxa média do Banco Central e definir um novo valor de quitação;
  • Teto do Cartão de Crédito: Se sua dívida é de cartão, em 2026 o banco é obrigado a limitar os juros ao valor do principal. Se eles cobrarem mais, a justiça pode obrigá-los a quitar a dívida pelo valor teto.

O banco pode negar acordo e me processar?

A princípio, sim, o banco tem o direito de buscar a via judicial para cobrar o que lhe é devido, mas isso nem sempre é ruim para o consumidor.

Pois, quando o banco processa (Ação de Execução), ele abre uma janela de defesa onde o seu advogado pode:

  • Embargar a Execução: Questionar cada centavo de juros abusivos;
  • Proteger Bens Impenhoráveis: Garantir que seu salário ou sua moradia não sejam tocados;
  • Forçar o Acordo Judicial: Muitas vezes, o banco só aceita um desconto real (de 70%, 80% ou 90%) dentro de um processo judicial, para evitar uma derrota maior.

Lei do Superendividamento: Como forçar a negociação judicial?

A Lei do Superendividamento é a maior arma do consumidor. Isso porque, a Lei permite a criação de um Plano de Pagamento Coletivo que funciona assim: você reúne todas as suas dívidas (bancos, cartões, empréstimos) e pede ao juiz uma audiência de conciliação.

Se o banco não comparecer ou não aceitar uma proposta que respeite o seu sustento básico (o mínimo existencial), o juiz pode aplicar sanções, como a suspensão dos juros e a imposição de um plano de pagamento parcelado em até 5 anos.

É a forma mais eficaz de “forçar” o banco a aceitar um acordo que você realmente consiga pagar.

Além disso, através de ações revisionais, seu nome pode ser limpo mediante o início do pagamento do plano judicial.

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João Marques | OAB/SP 293.828

Advogado Especialista em Direito Bancário graduado pela Fadi, pós-graduado pela EPM (Escola Paulista da Magistratura) e possui MBA em Gestão e Business Law pela FGV-RIO.

 

João Marques é advogado especialista em Direito Bancário, com foco em defesa de pessoas e empresas que precisam de soluções em renegociação de dívidas e fraudes financeiras. Soma mais de 15 anos de atuação estratégica no setor.

Após atuar como Diretor Jurídico e vivenciar os bastidores das empresas, fundou em 2014 a Marques Silva Sociedade de Advogados. Sua missão é humanizar o atendimento jurídico, combatendo abusos bancários para devolver o equilíbrio financeiro aos seus clientes. Além da advocacia, compartilha orientações práticas em suas redes sociais e prioriza uma cultura de excelência e empatia para funcionários e parceiros.

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